Arquivo da categoria: DEDICATÓRIAS

PRESENÇA de Luiz de Miranda

Mário Quintana e Luiz de Miranda (esq/dir)

Canto de Amigos

Altair está plantada 
nos arredores da pampa,
mas é toda do Diego.
Penso longe e abro
as portas do caminho.
Vou sozinho
como nasci
e deixo os amigos para trás,
mas com a certeza
que deixo em seus corações
um pouco do meu poema,
que tinge de verde
as pastagens da pampa
e forma uma estampa
de renovada esperança.
Um átrio soberano
no altiplano da pradaria
que varre meus dias
com doloroso espanto
e um manto púrpuro
esconde as cicatrizes
que ganhei da vida.
Vou sem despedida,
deixando me levar
na voz do vento
que empurra ao futuro,
longe dos altos muros
das grandes cidades
em busca do pó da eternidade.

Porto Alegre, 14h45min. de 26 de janeiro de 2013.
Do livro “Rumos do Fim do Mundo”, começado em 11 de março de 2011, em Paris.

POEMA DE LUIZ DE MIRANDA DEDICADO A DIEGO MENDES SOUSA

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PRESENÇA DE ANNA GUASQUE

OLHAR E VER
                  Para Diego Mendes Sousa e Altair
 
Ao que desponta em verdade
os aprendidos valores
em suaves dizeres transmitem
da experiência o sabor.
Na prova da vida não se omite
nem oculta de si seu perceber
a divina música harpejada.
Tu que despregas bandeiras
elevas ao alto teu pedaço de pátria.
Lança ao voo das aves altaneiras
olhar penerante que seja tua visão.
De saber o intérprete é que traz
alma ferida pelos entrementes
sem o sabor que do beijo amor faz.
Da contradança o fogo alimenta
o solilóquio que sai ao que refere
a conversa que anima e atiça o colóquio
no peito aberto a se demonstrar
na coragem do forte que não tem temor.
Ergueria o braço em vigor dobrado
se abraçado fosse e tanto mais soubesse
ao tempo de deitar-se ao sol respirando o ardor.
Perto é o mar de ruidosas vagas elas
vagantes em mim pensamentos tantos
de rir e de chorar na vez das procelas
o ser em caminhos longos e tantos
que termino aqui a vagar em teus sonhos
e desejar feliz os mais profundos despertares.

 

POEMA DE ANNA GUASQUE dedicado a Diego Mendes Sousa

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PRESENÇA de Jarbas Junior Motta

Diego Mendes Sousa!

Alguém o nomeou o primeiro grande poeta
brasileiro do Século XXI, opinião alheia
ou crítica encomiástica empolgada repleta
de amizade desse sal feito de luz que clareia
a alma! É possível que comece agora
uma nova corrente literária como outrora
foi a dos românticos, de Gonçalves Dias,
Álvares de Azevedo e Castro Alves, todos
também bacharéis inspirados rapsodos.
O Brasil é a pátria sabiá das melodias!
Na poesia de qualquer tipo, musicada
ou na metáfora azul da obra publicada.

Acredito que você seja o maior poeta
do mundo, o ego nosso não admite
espelho menor do que o horizonte!
Vozes do céu, o zênite é o nosso limite
ou meta… Fascina, ter a alma repleta
de quem foi Homero ou Anacreonte.

Poema de Jarbas Junior Motta dedicado a Diego Mendes Sousa

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dezembro 24, 2012 · 2:30 pm

DIEGO MENDES SOUSA E ALTAIR MARINHO – NOVOS BACHARÉIS EM DIREITO

Diego Mendes Sousa, Rosany Corrêa (Diretora da FAP)  e Altair Marinho (esq/dir)

 

O escritor Diego Mendes Sousa (consagrado, por Jorge Tufic, como o primeiro grande poeta brasileiro do século XXI) e a sua esposa Altair Sousa Marinho colaram grau em Bacharelado em Direito pela Faculdade Piauiense, nesta última sexta-feira, 14 de dezembro de 2012.

Diego Mendes Sousa e Altair Sousa Marinho foram aprovados com a nota máxima em suas monografias.

Em homenagem ao casal, a Poeta gaúcha Maria Carpi, dedicou belos poemas inéditos à guisa de celebração.

 

 

Dois poemas do livro O Corpo da Luz

(poemas 17 e 18):

Para Diego Mendes Sousa e Altair

 

 

Na imensidão do universo,

para a luz descer, um corpo basta.

A multidão ficará saciada

e recolherá em cestos e cântaros,

as sobras do incerto. Quando,

porém, um corpo é homem

e outro corpo é mulher, há

uma dolência nas pedras.

Um homem e uma mulher

recíprocos, é a extrema inocência.

II

Ide, pois, de dois em dois,

externa e internamente, na luz

e na sombra, no direito e no avesso.

E que haja revezamento. Muitas

vezes, o dentro dá os passos

ao aberto e intensifica-se fora.

E o que conduz as circunstâncias,

como um estofo, um propósito

seco, recolhe-se aos aposentos.

Os versos sempre são soltos

e inacabados. Ide, pois, de dois

em dois a servir-lhes de elo.

A vida sempre vem entornada.

Ide de dois em dois, soldar

a bilha quebrada com os próprios

fragmentos. À página um velo

cobre que a dupla andadura aclara.

 

 

POEMAS DE MARIA CARPI

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PRESENÇA DE LUIZ DE MIRANDA

Parnaíba, um Sonho à Beira Mar

Aqui escreve iluminado
Diego Mendes Sousa,
que um dia
varrerá o mundo
com sua pena afiada
com sua amada Altair.
Abracem-no com fervor,
pois ele está
coberto de amor
que sai de suas mãos
como pérolas
a brincar nestas ruas
sabiamente suas.
Poeta vero
como o destino
escrito nos mantos
sagrados de Deus.
Abracem  seus sentimentos,
antes que ele parta
por terras de além mar
e assim morrer de amar.
POEMA DE LUIZ DE MIRANDA dedicado a DIEGO MENDES SOUSA

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PRESENÇA DE LUIZ DE MIRANDA

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Diego Mendes Sousa, tão longe,

te entrego terra da minha terra,

que é bom sempre tê-la comigo,

vasto orgulho de pampa e de mar,

por onde navega sozinho meu coração,

esse aluvião de sonho sobre sonho

e esperanças bravias e indobráveis,

onde faço consultas secretas à alma,

quando os passos são sempre mistério,

no arvorar de flores lindas e arrancadas,

as mais amadas destes meus cantos

que se resolvem em azul de espanto,

e no sangue que na veia ainda arde

é um sol imenso posto no fim da tarde.

 

POEMA DE LUIZ DE MIRANDA dedicado a DIEGO MENDES SOUSA

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PRESENÇA DE BENJAMIM SANTOS

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AO FOGO

Ai, este sopro!

Este ardor ígneo

em vaso de perfume.

Corolas em brasa.

Ai, vem! Vem.

“Vem vindo

zunindo

o vento

zumbindo

ziguezagueia.”

Sarça que arde

e queima

sem rasto, herida, empola.

Candente astro.

Ai!

Arde a Terra.

Arde o Astro.

Vem.

 

POEMA DE BENJAMIM SANTOS dedicado a DIEGO MENDES SOUSA

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ALTAIR MARINHO – A MULHER QUE AMO

É singular o nome da fêmea

o poeta e seu único tema

lema bandeira

astro de voo e primavera

luz de fato fuga e insônia

santa é a lembrança

da memória nunca

desdobrada

sobre o teu aro

efervescente

e sabedor das auroras

teu nome é Altair

e tigre é teu país

verbena de sorriso

retrato e torrente

Meu nome é duplo ego

variação de poeta deus

personalidade profeta

e silêncio: Diego

 

 

 

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PRESENÇA DE FRANCISCO MARCELO CABRAL

O JOVEM POETA




              Para Diego Mendes Sousa

 

Bateu os sapatos e gritou:

Vou por aí

inventariar

o real

(Nem tive tempo de avisar

a esse armado cavaleiro:

a poesia

ama ocultar–se)

Vou demolir as arquiteturas impenetráveis, ele disse;

derrubar os tapumes da náusea,

espatifar o vazio do espelho

e espalhar o sangue de seu cristal

Só os mágicos entendem os mágicos, ele disse,

como os poetas  (que sei eu, pensei)

Meu destino é romper

rasurar as pedras

explodir 

a couraça insolente das palavras.

Vou por aí,

com minha ração de enigmas

nos bolsos molhados das chuvas que sobem do mar.

Vão comigo

A certeira embriaguez do amor

e seus esgotamentos intermitentes de jorros,

cimos, remansos e verbenas.

Tenho de ir (todos têm, calei)

Lá onde se afoga o,  que   partiu de mim,

arauto andarilho.

 

E com os sinos desatados dos poemas.

entre mil seixos sonoros

e nítidos

 

repercutir.

 

POEMA DE FRANCISCO MARCELO CABRAL dedicado a DIEGO MENDES SOUSA

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PRESENÇA DE BENJAMIM SANTOS

(Benjamim Santos, Jorge Tufic, Tarciso Prado e Diego Mendes Sousa)

ROMANÇO DOS ESPONÇAIS DE

 Dom Diego e Altair do Azul-do-mar

 

                                                                           Benjamim Santos

 

 

No Olimpo, cantam os Deuses.

No terreiro, os Orixás.

Um alaúde suspira

ternas canções de além-mar.

– Quem me diz, ai, quem me diz?

Quem me diz quem vai casar?

 

Heróis gregos, altaneiros,

deixaram intrigas pra lá.

Anjos barrocos sopraram

bochechas sobre o altar.

– Que enlace será este

que trouxe os Heróis pra cá?

 

– Vai se enlaçar Dom Diego

com a noiva do seu sonhar.

– Por isso, Ninfas, Nereidas

põem-se na noite a dançar?

Por isso a Estrela-Guia

rebrilha no Céu de Alá?

 

Até Dante de Florença

quis um verso versejar

e Orfeu trouxe a viola

pra fazer um tra-la-lá

só pra encantar o jardim

em que o casal vai casar.

 

– Lua-lua, não te esquives.

Oferece o teu luar.

Vê que Rilke é exigente

e pode o Anjo ocultar.

– Nenhum Anjo se oculta

nesse mistério de amar.

Guirlandas pelas ramagens,

pintassilgo, sabiá.

Brisa quente de verão.

Caprichos do deus-dará.

Carnaubais lequeando

pramode o vento ventar.

 

– Ouves o vento ventando

como um sussurro do mar?

– É o sofrido Adamastor

em seu rochedo a saudar.

É meu Dom Sebastião

no nevoeiro a vagar.

 

Donzelas do Dom Quixote,

grinaldas de resedá,

trouxeram Lope de Vega,

De Falla, Ravel e Bach.

Frédéric, enciumado,

fez um scherzzo vibrar.

 

Chapeuzinho, os Sete Anões,

Lobisome, o Boitatá,

Rapunzel, Pele de Asno

mais a Sereia do mar…

fugiram das suas histórias

pra ver a noiva passar.

 

Motes e glosas soaram

trazendo o sertão pra cá

pois o Firmino Teixeira

deu de desafiar

qualquer cantador que fosse

no galope-à-beira-mar.

 

Lampião olhou de lado

com o olho do não-olhar.

Maria dobrou-lhe o senso

e bulinou: Vamos lá,

meu Virgulino sestroso,

que não podemos faltar.

 

 

Até mesmo veio Lia,

lá de Itamaracá,

pra rodar uma ciranda,

cirandeiro-cirandá.

Mais atrás Mãe Menininha

com seu Babalorixá.

 

Cabeça de Cuia boiou

sonhando desencantar:

– Se eu pudesse, se eu pudesse

este casório espiar!

E um buquê de xananas

Simplição mandou levar.

 

Catirina e Pai Francisco

brincaram pra se acabar.

O Folharal, de alegria,

catucou o Cazumbá

e os Caboclos Reais

bailaram pra Boi bumbá.

 

Mas o fervor mais bonito

que se pode imaginar

é a presença discreta

da Madre de Calcutá:

Teresa pedindo aos noivos

pros pobres não desprezar.

 

Foi então que Helder Câmara,

com um gesto de arrepiar,

braços erguidos ao Céu

desceu o Céu para cá

e o Paraíso inteirinho

fez gesto de abençoar.

 

Que Amor siga seus planos.

Seja feliz este par,

Dom Diego e Altair,

nas dobras do dom de amar.

É tudo que aqui desejo.

E vale. E amém. E ah!

Parnaíba, verão de 2011

POEMA DE BENJAMIM SANTOS dedicado a DIEGO MENDES SOUSA

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