Entrevista com Diego Mendes Sousa

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4 poemas de Diego Mendes Sousa

via 4 poemas de Diego Mendes Sousa

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setembro 3, 2018 · 1:29 pm

Entrevista de Diego Mendes Sousa para José Nunes de Cerqueira Neto

altair_do_celular_1899Entrevista de Diego Mendes Sousa para José Nunes de Cerqueira Neto

 

 

 

 

Poeta Diego Mendes Sousa

“Minha poesia vai brotando como xanana em bruto chão.”

 

 

Entrevista de Diego Mendes Sousa para José Nunes De Cerqueira Neto, do blog Como eu Escrevo.

Diego Mendes Sousa é poeta essencialmente. Autor de “Metafísica do Encanto”, “Fogo de Alabastro”, “Candelabro de Álamo”, dentre outras.

 

*Como você começa o seu dia? Você tem uma rotina matinal?

Acordo com um sonoro ‘eu te amo’ dito sussurrado e longo por minha linda musa e mulher Altair, que tem nome de estrela e de ninfa indígena, ou seja, símbolo de encantaria.

Levanto e sei que o dia será outra alegria por estar vivo. Tenho metas e sonhos, busco-os um a um.

Guardo a noite anterior, porque também acredito no eterno.

Apesar de ser escritor desde menino, não cumpro o ritual da escrita. Deixo-me levar pela fluidez das palavras. Sou chamado, não procuro. Não racionalizo.

Meu diálogo com o texto literário sempre foi isento de trabalho, de exaustão e de procura pela fibra lírica exata.

Tenho o ritmo da profecia. Sou da linguagem e filho de uma língua maternal.

 

*Em que hora do dia você sente que trabalha melhor? Tem algum ritual de preparação para a escrita?

O instante é o meu melhor conselheiro literário.

Minha poesia nasce do inesperado.

Geralmente, o período noturno é-me mais fértil.

É quando descanso o pensamento e sinto Deus.

Vejo como é magnífica a criação!

Pontuo os meus demônios e solto os meus fantasmas como pássaros – no horizonte – libertos.

Escrever é como ter ouro em barra, pesando quilhas sobre as mãos.

Reservo minha caneta e lanço as dores do mundo na página sem ambição.

Daí a claridade, a explosão de universos represados.

Minha poesia vai brotando como xanana em bruto chão.

 

*Você escreve um pouco todos os dias ou em períodos concentrados? Tem uma meta de escrita diária?

Passo por silêncios assustadores.

Sou poeta, não sou escritor.

Creio que nunca serei um escritor em plenitude, pois sou indisciplinado e não sou afeito a rotinas.

Minha vida é cigana, vivo sempre no círculo da mudança.

Renovo a minha alma e já estou – de novo – almejando céus distantes.

 

*Como é o seu processo de escrita? Uma vez que você compilou notas suficientes, é difícil começar? Como você se move da pesquisa para a escrita?

Leio muito, sobretudo, Poesia.

Sem nenhuma modéstia, creio que tive contato privilegiado
com todas as aves poéticas deste mundo.

Concentro leituras, ouço música erudita e popular, aprecio pinturas e esculturas, amo cinema e viajo bastante.

São elementos que me constituem e me fazem sonhar.

Aliás, o sonho é o meu melhor professor.

Vejo imagens inteiras durante o sono e consigo – na íntegra – transcrever o metafísico.

 

*Quantas vezes você revisa seus textos antes de sentir que eles estão prontos? Você mostra seus trabalhos para outras pessoas antes de publicá-los?

Preservo os meus poemas por algumas horas, antes de propagá-los a outrem.

Meus poemas vêm prontos. Quase nada de carpintaria. Ou nada mesmo.

Tenho o domínio pleno da minha Língua Portuguesa e aprendi bem cedo a escrever de forma bela e ousada.

Afinal, fui reprovado na alfabetização. Alerta de infância que me fez leitor assíduo de gramáticas e dicionários.

Altair é a minha primeira leitora. Minha afiada revisora.

 

*Como você lida com as travas da escrita, como a procrastinação, o medo de não corresponder às expectativas e a ansiedade de trabalhar em projetos longos?

Tudo o que faço é para ontem.

Não pratico a procrastinação em minha vida, menos ainda em meus projetos literários.

Tenho sim, uma visão arrojada sobre literatura e jamais escrevi ou escreverei pensando sobre o que sicrano ou beltrano achou ou irá achar dos meus versos adjetivados.

Sou um poeta adjetivo.

O que para muitos é um defeito, para mim é motivo de singularidade e de evocação.

Outro ponto, é a fragmentação das palavras sem sentido aparente, mas que guardam a música necessária ao encantamento.

O divino preza pela qualidade. O dom também o nomeia.

 

*De onde vêm suas ideias? Há um conjunto de hábitos que você cultiva para se manter criativo?

A criatividade provém do olhar. Tento captar os instantes que me assaltam. Ler é um exercício de domínio. Mantenho o hábito de colher as palavras em estado inaugural. Busco a sonoridade de cada uma, tentando unir o lirismo à beleza.

 

*Que projeto você gostaria de fazer, mas ainda não começou? Que livro você gostaria de ler e ele ainda não existe?

Pretendo ser o instrumento de uma nova poética universal. Algo como fundar uma linguagem única, que identifique uma unidade sacramental e litúrgica sobre o humano e o enigma da sua existência.

Gostaria de ler um tratado sobre as estrelas. Astros de luz. Cintilações, vidências noturnas. Anunciações nos tempos.

 

*O que você acha que mudou no seu processo de escrita ao longo dos anos?

Tudo. No começo, meus poemas eram plásticos, sem sentimento. Depois, encontrei o mistério e parti com força para o transcendental. Passei também pelo amor genuíno à terra natal. Hoje, estou matizando a magia de revelar o eternizável. Maduro à Olavo Bilac, vejo que fiz da poesia uma profissão de fé. Meu rito, meu sacerdócio.

 

*Você escreve seus primeiros rascunhos à mão ou no computador?

Sou adepto ao papel. Escrevo à mão. É algo orgânico. Deixo a resma sobre a mesa preparada para a consumação do ato atávico. Exumo imaginações e leituras, que ficaram calhadas em mim.
Mais tarde, passo para o notebook o sumo dessas revelações.

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Pensamentos

“Acredite muito na Literatura, porém não esqueça de calçar os pés.”
Diego Mendes Sousa

 

pássaro

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Diego Mendes Sousa

Retrato de Diego Mendes Sousa, quando jovem.
Diego, jovem

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“Se cultuarmos o livro, ao invés, de falsos mitos (Neymar, Safadão etc), este Brasil será maior”.

Diego Mendes SousaImagens Terreno 5062

Pintura de Van Gogh

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Diego Mendes Sousa foi eleito para a Academia Brasileira de Direito

Diego

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julho 14, 2018 · 10:18 pm